O que é a paracoccidioidomicose ?
Uma explicação simples e confiável sobre a doença, o fungo que a causa e por que algumas pessoas adoecem — e outras não.
A paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica — uma infecção causada por um fungo que pode afetar vários órgãos, principalmente os pulmões, a pele, a boca e os gânglios (as “ínguas”). O fungo se chama Paracoccidioides e vive na natureza, no solo de regiões do Brasil e da América Latina.
A pessoa se infecta ao respirar partículas microscópicas do fungo que sobem no ar quando a terra é mexida — ao arar, capinar, plantar ou cavar. A PCM não passa de pessoa para pessoa.
A campanha da Fiocruz resume bem: “paracoccidioidomicose não é palavrão e tem cura”.
Um pouco de história
A doença foi descrita pela primeira vez em 1908, em São Paulo, pelo médico Adolpho Lutz. Desde então tornou-se uma das infecções por fungo mais importantes da América Latina.
Por que algumas pessoas adoecem e outras não?
Muita gente entra em contato com o fungo, mas o corpo costuma controlar a infecção. A doença tende a se manifestar quando as defesas estão mais baixas — por tabagismo, álcool, má alimentação ou outras condições.
O ciclo do fungo, em três etapas
No solo (≈25 °C)
O fungo vive na terra na forma de micélio (filamentos), sobretudo em solos úmidos com matéria orgânica.
A inalação
Ao mexer na terra, partículas sobem no ar e são respiradas, chegando aos pulmões.
No corpo (≈37 °C)
No calor do corpo, o fungo vira levedura multibrotante — a clássica imagem em “roda de leme”.
O agente e as espécies
Paracoccidioides é termodimórfico: micélio a ~25 °C e levedura multibrotante a ~37 °C.
É um complexo de espécies — P. brasiliensis (s.str.), P. americana, P. restrepiensis, P. venezuelensis e P. lutzii — com impacto direto no diagnóstico sorológico.